Olá queridos amigos, o silêncio não foi por falta de assunto, é claro, mas é que costumo, como fazem as grandes empresas, ao final de cada ano fechar pra balanço. Paro, literalmente, me isolo na medida do possível, e faço uma reflexão em tudo o que fiz ou deixei de fazer durante o ano que passou, para consertar o que errei e fazer melhor o que deixei de fazer tão bem quanto poderia.
Penso nos amigos que ganhei, e naqueles que se perderam no meio do caminho. A caminhada da vida é longa e árdua, tem mais pedras e espinhos que a agradável areia da beira do mar e as flores no caminho. Há mais cactos sem flores que sombras frondosas e árvores frutíferas, para que possamos descansar o corpo e a mente.
Por isso, não tenho escrito nos últimos tempos, mas começou um novo ano. Não digo que renovei as esperanças, pois, ante tanto sofrimento da humanidade é-me impossível renovar esperanças e crer que as pessoas vão mudar.
Algumas coisas boas aconteceram, uma delas não posso deixar de citar a vitória de Barack Obama, creio que dispensa qualquer comentário, mas farei um: o mundo inteiro ganha quando o homem mais importante da terra é humanitário, inteligente e culto, conhecedor da alma humana e melhor ainda, acredita na família e em mudanças.
Nosso presidente foi considerado um dos melhores presidentes do Brasil, vez que nunca em toda a nossa história um presidente alcançou 75% de aprovação. O que deixa claro a qualquer intelectual, que o povo para se sentir feliz, precisa de alguém que esteja perto dele e com ele, e não só dos discursos difíceis e engenhosos, inerentes à política partidária.
Mas a natureza é implacável, não se fala aqui em castigo, e sim, em respostas das agressões à natureza que tem castigado bastante em vários lugares do mundo, inclusive no nosso país, com as catástrofes que vêm ocorrendo. Cabe uma reflexão, não é? Principalmente quando sabemos que nada terminou, sem dar uma de astróloga, até porque meu passado eu conheço, meu presente eu faço e o futuro a Deus pertence, e creio que é assim com todos vocês que me lêem. Com as chuvas ocorridas em Minas Gerais há fortes riscos do nosso Velho Chico (Rio São Francisco) se rebelar também.
Estamos apenas há 06 dias do ano de 2009, ainda há tempo de revermos os nossos erros, de buscarmos o perdão daqueles que ferimos, mesmo que involuntariamente, e de perdoarmos aqueles que nos magoaram, às vezes até também sem se aperceber. Mágoa é água parada, estagnada, e a tendência é virar lama, com certeza fétida, e não é bom para ninguém manter dentro de si nada que faça mal a alma.
Ao ver a retrospectiva de 2008, pude observar que 90% dos acontecimentos foram catastróficos e trouxeram sofrimento. Será que é assim mesmo que a humanidade continuará a caminhar? Será que o nosso descaso com as crianças que sofrem, com os idosos que choram, com as mães que perdem seus filhos, com os pais que sofrem e fazem sofrer, com aqueles chamaram a si a responsabilidade dos destinos de seus comandados e não conseguiram cumprir com as metas desejadas, vão fazer deste novo ano mais um, onde não se tem o que festejar?
Eu observei também como o Natal deixou de ser um momento onde as famílias se encontram, se festejam pelo amor existente entre elas, e agradecem a Deus por nos haver mandado o Seu Filho há mais de 2000 anos nos ensinar o que é o amor fraterno. E sem dúvida alguma, foram poucas as pessoas, principalmente brasileiros, que tiveram condições, ou coragem até, de comemorar com festas o Ano Novo, quando todos os meios de comunicação, graças a Deus, nos passavam com riquezas de detalhes, o sofrimento dos nossos irmãos catarinenses, que perderam suas casas, suas famílias, suas vidas, e alguns até a esperança e a fé.
Perdoem-me pelo texto, não é pessimismo, e sim, realismo. Um chamamento à reflexão do que somos, a que viemos e para onde vamos, cruzando os nossos braços ante Quem permanece até hoje de braços abertos por nos amar.